O Satisfeito
O Trem Bala está com tudo!
Mais uma vitória sobre nosso maior algoz nas estatísticas: o Porquinho do Bexiga.
Mais que isso: duas vitórias seguidas sobre eles (a de quinta foi pela Sul-americana) são indícios de novos ares na Colina...
Com o tropeço dos times que estavam à frente de nós - curiosamente foram três empates em 2 a 2 de bambis (no sábado), urubus e gaviões (no mesmo horário em que jogávamos) - a liderança está mais próxima (apenas quatro pontos nos separam desse objetivo).
Agora são mais três jornadas até o fim do turno que pode terminar com o Almirante na ponta da tabela, por que não?
O mês de agosto - que a rima diz ser o mês do desgosto - pelo menos nessa primeira metade, para nós, cruzmaltinos, está parecendo iluminado como uma primavera antecipada.
Avaí na fossa, Tricolor das Laranjeiras em crise e mulambada (ainda) invicta que tentem nos parar!
O gol de Bernardo (cantado na hora por esse torcedor que vos fala) fez lembrar o fabuloso gol do Juninho em 98 contra o freguês River Plate. Um balaço que descaiu para o olhar atônito do goleiro.
Seguindo essa cartilha de 3 vitórias a cada 4 partidas, será difícil frear o Expresso do novo milênio!
O Crítico
Foi mais uma vitória de colocar as mãos pro céu.
Esse Vasco de 2011 está mesmo em dia com seus santos, orixás, entidades e amuletos.
Em alguns momentos foi quase impossível acreditar que poderíamos marcar mais três pontos na tabela, tal a quantidade de erros em todos os setores do time.
A força do Vasco se limitava a uma jogada somente: as faltas perto da área.
Criação no meio, jogadas em velocidade, chutes de fora, pressão... nada disso se viu.
Enquanto o esforçado adversário, com algum talento quando tinha a bola nos pés do chileno Valdívia e do gladiador Kléber, dominava as ações e, por vezes, nos encurralava no campo de defesa, nosso time se via inofensivo, incapaz de reagir, nem mesmo através de jogadas esporádicas.
Foi um primeiro tempo de doer. Sorte que era "apenas" o Palmeiras do lado de lá.
Mas na etapa final, nada foi tão diferente assim.
Depois de alguns minutos, era o Porco que, de novo, estava no comando.
Juninho foi cansando, o hoje "podre" Éder Luís teve de sair antes mesmo do tempo em que RG costuma a mexer e Bernardo entrou em cena como o Bernardo que conhecemos em suas primeiras apresentações.
As coisas foram melhorando.
Nada indicava, porém, uma vitória. Só não perder já seria elogiável.
Mas com a sorte do lado, a fatia de pizza da padaria da esquina vira petisco premiado de revista de culinária.
Bastaram quinze minutos de um futebol um pouco mais inspirado e o jogo ganhou emoção.
Até a tal jogada inesperada aconteceu, com Romulo surpreendendo a todos em lance de Garrincha.
O Palmeiras também teve suas chances. Mas a bola não queria entrar.
Nem cá, nem lá. Que o diga o chute de canhota de Bernardo que triscou a trave, no único momento de brilho de Felipe.
Sem Juninho em campo, nosso atual camisa 31 (que já foi do Reizinho em 2000), é quem arrisca todas de falta.
A primeira vai forte mas no meio do gol. Deola espalma.
A segunda, de mais longe, é chutada com mais força, efeito e precisão: um tirambaço que congela Deola no gramado.
Mais três pontos no bolso. No sufoco mas são nossos.
Vasco, Vascão... que essa sorte nos acompanhe por mais 22 rodadas... só assim o sonho do penta continuará bem vivo...
Nenhum comentário:
Postar um comentário