Foi uma atuação segura e madura.
Talvez com uma dose a mais de ansiedade que nos impediu de vencer o marrento rival. (E digo isso sem me reportar ao pênalti não assinalado nos segundos finais que seria a chance máxima de transportar nossa superioridade em campo para o placar.)
Fomos valentes.
Inteligentes e organizados.
Nossos erros eram previsíveis: alguns arremates imprecisos, certa indecisão na zaga e queda de rendimento físico de alguns titulares.
Entramos sem Anderson Martins (negociado para o Catar). Julinho sentiu e o técnico optou pela defensivo Jumar, deixando Marcio Careca no banco. Conclusão: atuamos com um lado esquerdo incomum.
A preocupação era com o tal do R10, o dito cara decisivo, o atleta mais badalado da atualidade no país.
Mas Ronaldinho Gaúcho fez uma partida comum. Deu um bom passe logo no começo para Léo Moura, se mexeu bem, mas a marcação foi acirrada todo o tempo e a atenção foi total do início ao fim.
Faltas? Nenhuma que assustasse. Conclusão com bola rolando? Traço no scout.
Arrancadas, dribles desconcertantes, liderança? Nada disso.
Enquanto isso, de nossa parte, Juninho deixou a torcida adversária apreensiva em diversos momentos. Só de falta, uma que passou perto e outra que carimbou a trave.
Escanteios precisos em três ocasiões foram parar em cucas vascaínas e Felipe teve de salvar. E em uma investida na área pouco antes de sair, ele conclui mas é travado.
Analisando os dois conjuntos, fomos melhores em todos os setores. Apenas nosso goleiro quase não foi testado.
Fágner - apesar do cartão levado na etapa inicial - foi um cão de guarda atento.
Falar de Dedé é perda de tempo: jogou com a máxima seriedade e foi soberbo.
O que dizer de Renato Silva que começou inseguro, mas que soube reverter esse quadro, perfazendo um restante de jogo bem razoável?
Jumar - que também ganhou cartão na mesma fase - foi muito bem (mesmo com duas bobeadas).
Romulo cometeu seus pecados nos passes, mas foi um marcador implacável.
Eduardo Costa talvez tenha sido o pior de todos, mas nem por isso foi ruim.
Juninho foi brilhante nas bolas paradas e sereno na armação. Em um jogo brigado no meio, soube manter a calma e cadenciar bem as jogadas. Mas cansou como sempre, o que não chega a ser surpresa.
O substituto do Reizinho foi Leandro que só por ter sido colocado no meio já prova que se apresenta em melhores condições atléticas e mais preparado para uma partida de tamanha importância. Correu, procurou armar e atacar. Mas não chegou a se destacar.
E Diego Souza? Esse cara é uma incógnita. Mensurar sua atuação é trabalho quase impossível, pois consegue oscilar a cada jogada.
Por diversas vezes dominou a bola com maestria de costas pro gol, dando prosseguimento no momento certo à jogada. Porém em outras oportunidades, com a bola dominada de frente pro gol, em uma delas cometeu falta boba e na outra demorou a decidir o que fazer com a bola, se chutar ou passar.
Mas sua tranquilidade em um duelo nervoso como o de domingo foi digna de elogio. E jamais fugiu da responsabilidade enquanto teve pulmão.
Após pequena indecisão do auxiliar Cristovão - que àquela altura já comandava o time à beira do campo - entre colocar Allan ou Bernardo, este último foi o escolhido. E fez bem seu papel sendo o protagonista da jogada que poderia mudar a história do confronto em seu derradeiro instante: após receber passe longo na área, ele ginga sobre Léo Moura que lhe dá um rapa, uma estupenda rasteira. Pênalti claro não assinalado.
Éder Luís parece estar voltando à forma - o que é muito bom. Não brilhou, mas cumpriu bem sua missão de sempre incomodar o adversário sem desperdiçar ataques.
Alecsandro fez um belo jogo, abrindo espaços, aparecendo na área em alguns momentos, arrematando e brigando na marcação. Mas cansou e teve de sair.
Elton deu continuidade à atuação do titular: buscou jogo, chutou a gol (a seu estilo) e brigou muito.
################################################################
"Há coisas que só acontecem ao Botafogo, ao Vasco e a mim..."
É pessoal... Ricardo Gomes acabou passando mal durante o jogo. Mal não. Muito mal. Jamais isso havia acontecido em uma partida de futebol do Vasco, daí eu lembrar da frase popular (sem autor) que ouvi da boca de Luiz Mendes que disse ser uma frase comum lá nos idos do fim dos anos 30 e início dos 40.
Na atualidade, dizem apenas a frase "têm coisas que só acontecem ao Botafogo...", mas naquela época, cotidianamente, os indivíduos que se diziam azarados a utilizavam da forma como registrei acima, pois após o título carioca de 36, o Almirante (assim como o Glorioso) viveu um momento de seca (e de azar) no futebol carioca.
Desse modo, os indivíduos desprovidos de sorte no dia-a-dia realizavam essa referência aos dois clubes "azarados" para contar os dissabores que os acometiam.
Foi graças ao Expresso da Vitória que o Vasco se livrou desse estigma.
Mas o acontecimento da partida de ontem me fez recordar o velho dito, principalmente, porque fui testemunha in loco daqueles momentos de preocupação que mexeram de forma tão intensa no emocional dos atletas e dos torcedores cruzmaltinos que estavam presentes no Engenhão.
Enquanto isso, do outro lado, os mulambos tentavam tirar vantagem daquela situação para reverter o quadro de inferioridade que o Vasco havia imposto a eles.
Lastimável.
Pior que isso, só a penalidade máxima ignorada pelo árbitro.
terça-feira, 30 de agosto de 2011
Mesmo ficando apenas no empate com o Flu, Vasco se aproxima do topo
O placar foi até bom pela pressão sofrida durante quase todo o tempo final.
Mais uma vez não jogamos bem, só que agora não saímos vitoriosos.
E de novo em um clássico estadual, não conseguimos superar o inimigo.
O Vasco conseguiu uma magra vantagem ao fim da primeira etapa, depois que uma bobeada da dupla de zaga rival provocou uma penalidade máxima em Alecsandro - Juninho converteu.
Mas a equipe produziu muito pouco. Depois disso, o Almirante viu um Tricolor correndo com uma fome incrível em busca da virada.
Sem Julinho, que contundiu-se logo no primeiro minuto de jogo (torceu o tornozelo), e tendo entrado em campo sem Anderson Martins e sem a opção de Felipe no banco (ambos sentiram contusões), o Gigante entrou sem muitas opções para enfrentar um mordido Flu, que tentava se aproximar do G4.
Sair na frente em um jogo equilibrado e sem ter criado boas chances de abrir o marcador é sempre bom.
Ainda mais quase ao fim da etapa inicial, o que dá margem a que se mude a estratégia para o tempo seguinte.
Mas não foi o que se viu.
Encurralado em seu campo sem contragolpes eficientes, o Vasco ficou à mercê do adversário que empatou antes dos quinze minutos e passou a maior parte do tempo rodeando a área vascaína e dando sustos nos vascaínos.
Antes, o desejo era de se sair vencedor.
Depois, o ponto ganho teve de ser comemorado, mas não a atuação mais uma vez.
Mais uma vez não jogamos bem, só que agora não saímos vitoriosos.
E de novo em um clássico estadual, não conseguimos superar o inimigo.
O Vasco conseguiu uma magra vantagem ao fim da primeira etapa, depois que uma bobeada da dupla de zaga rival provocou uma penalidade máxima em Alecsandro - Juninho converteu.
Mas a equipe produziu muito pouco. Depois disso, o Almirante viu um Tricolor correndo com uma fome incrível em busca da virada.
Sem Julinho, que contundiu-se logo no primeiro minuto de jogo (torceu o tornozelo), e tendo entrado em campo sem Anderson Martins e sem a opção de Felipe no banco (ambos sentiram contusões), o Gigante entrou sem muitas opções para enfrentar um mordido Flu, que tentava se aproximar do G4.
Sair na frente em um jogo equilibrado e sem ter criado boas chances de abrir o marcador é sempre bom.
Ainda mais quase ao fim da etapa inicial, o que dá margem a que se mude a estratégia para o tempo seguinte.
Mas não foi o que se viu.
Encurralado em seu campo sem contragolpes eficientes, o Vasco ficou à mercê do adversário que empatou antes dos quinze minutos e passou a maior parte do tempo rodeando a área vascaína e dando sustos nos vascaínos.
Antes, o desejo era de se sair vencedor.
Depois, o ponto ganho teve de ser comemorado, mas não a atuação mais uma vez.
quinta-feira, 18 de agosto de 2011
Estamos quase no fim do turno do Brasileirão 2011
Times bons deveriam jogar bem.
Se não jogam bem (ou só algumas vezes), não são bons times.
Ganhar é sempre bom.
Mas ganhar jogando bem é muito melhor.
Dá mais orgulho.
Uma coisa é ganhar Copa jogando bem e vencendo todos (ou quase todos) os jogos (como em 1958 e 1970), tendo pela frente austríacos, soviéticos, franceses, tchecos, ingleses, uruguaios e italianos...
Outra coisa é vencer nos penais (Copa 94), (mesmo que seja a mesma Itália), mas enfrentando EUA, um Camarões decadente e uma Rússia bem tosca...
Uma coisa é vencer um campeonato com Barbosa, Augusto, Danilo, Ademir ou com Acácio, Mazinho, Bismarck, Bebeto ou com Felipe, Ramón e Juninho (também o Paulista), Edmundo, Evair, Romário e Euller, todos no auge.
Outra coisa é ver Éder Luís, Diego Souza, Alecsandro (e a dupla Felipe-Juninho, com todo o respeito que merecem, quase se "arrastando" em campo)...
Salve nosso único craque atual Dedé!!!!!
Mas ganhar e ser campeão é sempre bom.
Mas o nível em geral do nosso futebol (não só o vascaíno) poderia ser melhor...
Vasco bate o Avaí na Ressacada e segue firme na cola do líder
Um resultado ótimo.
A atuação, nem tanto.
A campanha, elogiável: um terceiro lugar, sem desgrudar dos líderes.
Atuações:
Prass: atento, fez boas intervenções, apesar de ser sempre um problema nos cruzamentos. Seus socos e tapas são por muitas vezes fora de hora. 6
Fágner: um passe lindo (a tal assistência) para Diego Souza, muita dedicação defensiva e algumas boas estocadas na frente. 6
Dedé: nosso mostro na zaga esteve perfeito e fez um gol que caiu do céu. 10
Anderson Martins: firme e sério. 8
Julinho: muito dedicado, mas ainda erra muito, tanto na defesa quanto no ataque. 4
Romulo: bom jogo. Marcou forte, ajudou na saída e deu aquela tradicional arrancada, pecando apenas no arremate. 7
Jumar: bem na defesa e razoável quando se revezou com Julinho pela ala. 6
Juninho: discretíssimo na partida. Vem apresentando pouca produtividade ofensiva para a equipe, sendo importante apenas no cadenciamento do jogo. Cansou e saiu. 5
Diego Souza: fez um jogo ajuizado. Ficou mais próximo do ataque, participou pouco (mas bem) nas horas em que foi acionado. Fez um belo gol e soube manter a cuca fresca nos momentos de pressão. 6
Éder Luís: melhorou em relação ao último jogo, mas está longe de ser o jogador que vimos jogar e que queremos ver daqui em diante. 5
Alecsandro: seu estilo somado à forma como o jogo se desenvolveu não ajudou para que tivesse grande participação na peleja. Mas no todo não se apresentou mal, tendo sido boa referência na área, sem desperdiçar as jogadas ofensivas. 6
Fellipe Bastos: entrou sem tempo de mostrar jogo. Não complicou nem somou. 5
Leandro: Fez boa jogada onde até poderia ter “fomeado” para tentar seu primeiro gol no clube. Vem melhorando jogo a jogo, se firmando como reserva ideal de Éder Luís. 6
Kim: jogou apenas sete minutos. Sem avaliação.
segunda-feira, 15 de agosto de 2011
Opinião do torcedor vascaíno
O Satisfeito
O Trem Bala está com tudo!
Mais uma vitória sobre nosso maior algoz nas estatísticas: o Porquinho do Bexiga.
Mais que isso: duas vitórias seguidas sobre eles (a de quinta foi pela Sul-americana) são indícios de novos ares na Colina...
Com o tropeço dos times que estavam à frente de nós - curiosamente foram três empates em 2 a 2 de bambis (no sábado), urubus e gaviões (no mesmo horário em que jogávamos) - a liderança está mais próxima (apenas quatro pontos nos separam desse objetivo).
Agora são mais três jornadas até o fim do turno que pode terminar com o Almirante na ponta da tabela, por que não?
O mês de agosto - que a rima diz ser o mês do desgosto - pelo menos nessa primeira metade, para nós, cruzmaltinos, está parecendo iluminado como uma primavera antecipada.
Avaí na fossa, Tricolor das Laranjeiras em crise e mulambada (ainda) invicta que tentem nos parar!
O gol de Bernardo (cantado na hora por esse torcedor que vos fala) fez lembrar o fabuloso gol do Juninho em 98 contra o freguês River Plate. Um balaço que descaiu para o olhar atônito do goleiro.
Seguindo essa cartilha de 3 vitórias a cada 4 partidas, será difícil frear o Expresso do novo milênio!
O Crítico
Foi mais uma vitória de colocar as mãos pro céu.
Esse Vasco de 2011 está mesmo em dia com seus santos, orixás, entidades e amuletos.
Em alguns momentos foi quase impossível acreditar que poderíamos marcar mais três pontos na tabela, tal a quantidade de erros em todos os setores do time.
A força do Vasco se limitava a uma jogada somente: as faltas perto da área.
Criação no meio, jogadas em velocidade, chutes de fora, pressão... nada disso se viu.
Enquanto o esforçado adversário, com algum talento quando tinha a bola nos pés do chileno Valdívia e do gladiador Kléber, dominava as ações e, por vezes, nos encurralava no campo de defesa, nosso time se via inofensivo, incapaz de reagir, nem mesmo através de jogadas esporádicas.
Foi um primeiro tempo de doer. Sorte que era "apenas" o Palmeiras do lado de lá.
Mas na etapa final, nada foi tão diferente assim.
Depois de alguns minutos, era o Porco que, de novo, estava no comando.
Juninho foi cansando, o hoje "podre" Éder Luís teve de sair antes mesmo do tempo em que RG costuma a mexer e Bernardo entrou em cena como o Bernardo que conhecemos em suas primeiras apresentações.
As coisas foram melhorando.
Nada indicava, porém, uma vitória. Só não perder já seria elogiável.
Mas com a sorte do lado, a fatia de pizza da padaria da esquina vira petisco premiado de revista de culinária.
Bastaram quinze minutos de um futebol um pouco mais inspirado e o jogo ganhou emoção.
Até a tal jogada inesperada aconteceu, com Romulo surpreendendo a todos em lance de Garrincha.
O Palmeiras também teve suas chances. Mas a bola não queria entrar.
Nem cá, nem lá. Que o diga o chute de canhota de Bernardo que triscou a trave, no único momento de brilho de Felipe.
Sem Juninho em campo, nosso atual camisa 31 (que já foi do Reizinho em 2000), é quem arrisca todas de falta.
A primeira vai forte mas no meio do gol. Deola espalma.
A segunda, de mais longe, é chutada com mais força, efeito e precisão: um tirambaço que congela Deola no gramado.
Mais três pontos no bolso. No sufoco mas são nossos.
Vasco, Vascão... que essa sorte nos acompanhe por mais 22 rodadas... só assim o sonho do penta continuará bem vivo...
O Trem Bala está com tudo!
Mais uma vitória sobre nosso maior algoz nas estatísticas: o Porquinho do Bexiga.
Mais que isso: duas vitórias seguidas sobre eles (a de quinta foi pela Sul-americana) são indícios de novos ares na Colina...
Com o tropeço dos times que estavam à frente de nós - curiosamente foram três empates em 2 a 2 de bambis (no sábado), urubus e gaviões (no mesmo horário em que jogávamos) - a liderança está mais próxima (apenas quatro pontos nos separam desse objetivo).
Agora são mais três jornadas até o fim do turno que pode terminar com o Almirante na ponta da tabela, por que não?
O mês de agosto - que a rima diz ser o mês do desgosto - pelo menos nessa primeira metade, para nós, cruzmaltinos, está parecendo iluminado como uma primavera antecipada.
Avaí na fossa, Tricolor das Laranjeiras em crise e mulambada (ainda) invicta que tentem nos parar!
O gol de Bernardo (cantado na hora por esse torcedor que vos fala) fez lembrar o fabuloso gol do Juninho em 98 contra o freguês River Plate. Um balaço que descaiu para o olhar atônito do goleiro.
Seguindo essa cartilha de 3 vitórias a cada 4 partidas, será difícil frear o Expresso do novo milênio!
O Crítico
Foi mais uma vitória de colocar as mãos pro céu.
Esse Vasco de 2011 está mesmo em dia com seus santos, orixás, entidades e amuletos.
Em alguns momentos foi quase impossível acreditar que poderíamos marcar mais três pontos na tabela, tal a quantidade de erros em todos os setores do time.
A força do Vasco se limitava a uma jogada somente: as faltas perto da área.
Criação no meio, jogadas em velocidade, chutes de fora, pressão... nada disso se viu.
Enquanto o esforçado adversário, com algum talento quando tinha a bola nos pés do chileno Valdívia e do gladiador Kléber, dominava as ações e, por vezes, nos encurralava no campo de defesa, nosso time se via inofensivo, incapaz de reagir, nem mesmo através de jogadas esporádicas.
Foi um primeiro tempo de doer. Sorte que era "apenas" o Palmeiras do lado de lá.
Mas na etapa final, nada foi tão diferente assim.
Depois de alguns minutos, era o Porco que, de novo, estava no comando.
Juninho foi cansando, o hoje "podre" Éder Luís teve de sair antes mesmo do tempo em que RG costuma a mexer e Bernardo entrou em cena como o Bernardo que conhecemos em suas primeiras apresentações.
As coisas foram melhorando.
Nada indicava, porém, uma vitória. Só não perder já seria elogiável.
Mas com a sorte do lado, a fatia de pizza da padaria da esquina vira petisco premiado de revista de culinária.
Bastaram quinze minutos de um futebol um pouco mais inspirado e o jogo ganhou emoção.
Até a tal jogada inesperada aconteceu, com Romulo surpreendendo a todos em lance de Garrincha.
O Palmeiras também teve suas chances. Mas a bola não queria entrar.
Nem cá, nem lá. Que o diga o chute de canhota de Bernardo que triscou a trave, no único momento de brilho de Felipe.
Sem Juninho em campo, nosso atual camisa 31 (que já foi do Reizinho em 2000), é quem arrisca todas de falta.
A primeira vai forte mas no meio do gol. Deola espalma.
A segunda, de mais longe, é chutada com mais força, efeito e precisão: um tirambaço que congela Deola no gramado.
Mais três pontos no bolso. No sufoco mas são nossos.
Vasco, Vascão... que essa sorte nos acompanhe por mais 22 rodadas... só assim o sonho do penta continuará bem vivo...
Análise de nossos atletas no jogo Vasco 1x0 Palmeiras (14/ago/2011)
Prass: Alguns tapas e socos desnecessários e uma saída precipitada por pura afobação. No mais, pouco trabalho contra um time que não acertava o alvo nem os cruzamentos. 4
Fágner: Alguma desatenção nos passes em saídas de contra-ataques. Marcou firme com rigidez, até mesmo com certa violência. 5
Renato Silva: Caneleiro e lento. Várias vezes assustou time e torcida. 4
Anderson Martins: Não fez boa partida, mas apareceu bem em alguns lances importantes no mano a mano. Gosta de ir ao ataque, mas precisa melhorar a qualidade nesse quesito. É capaz de transformar a chance de um bom ataque em um contragolpe inimigo ainda mais perigoso. 5
Julinho: Vontade não faltou. Se lançou ofensivamente com ímpeto e desenvoltura, sem medo de arriscar. Mas errou muito mais do que acertou. No segundo tempo, antes do gol, realizou uma sucessão de jogadas erradas, vivendo um momento irritante na partida. 4
Romulo: Ficou sobrecarregado com um meio campo formado com dois “veteranos” que, mesmo se quisessem marcar, não conseguiriam ter pulmão para tanto. Fez uma excelente jogada de flanco quase assinalando um belo gol. Mas andou pecando em passes curtos no campo de defesa. 5
Jumar: Um incansável defensor. Motor que não parou de funcionar. Isso até compensa totalmente sua incapacidade de criar boas jogadas de ataque nas horas em que as oportunidades surgem em seus pés. 6
Juninho: Perigoso em algumas bolas aéreas, dessa vez, não conseguiu criar muito com a bola rolando. Junto com Felipe, deixou o time sem pegada. 5
Felipe: Não conseguiu dar ritmo ofensivo à equipe. Falho na marcação, quando atua assim, atrapalha o conjunto. 4
Éder Luís: Muito mal em todos os quesitos. Péssimo momento de um dos heróis da conquista da Copa do Brasil. 3
Élton: Corre, se movimenta, tenta da forma que dá para ajudar o time. Mas é somente um jogador mediano que, mesmo com suas deficiências, merece estar hoje como titular. 5
Leandro: Está visivelmente mais solto do que a um mês atrás, mas não parece aguentar uma partida completa, de modo que ainda não possui condições de barrar o titular Éder Luís. 5
Bernardo: Jogou aberto pela esquerda e foi uma boa opção ofensiva. Participou de três chances do time, uma delas transformada no tento único do jogo, após linda cobrança de falta. 7
Victor Ramos: Totalmente fora de forma. Briga com a bola e com os adversários. E o que é pior: está sempre fazendo faltas ao redor da área, permitindo aquelas jogadas de abafa na hora em que o correto seria segurar o jogo no ataque. 3
sexta-feira, 12 de agosto de 2011
Breve resumo do primeiro semestre de 2011
1. 15/jan/2011 1x0 Cerro Porteño (PARAGUAI) Amistoso Internacional
2. 19/jan/2011 0x1 Resende (RJ) Campeonato Estadual
3. 23/jan/2011 2x3 Nova Iguaçu (RJ) Campeonato Estadual
4. 27/jan/2011 1x3 Boavista (RJ) Campeonato Estadual
5. 30/jan/2011 1x2 Flamengo (RJ) Campeonato Estadual
Um mês de janeiro "esquecível". O pior de todos os tempos. Uma preparação que foi toda pro espaço.
Por mais que uma corrente de vascaínos se dizia contra a permanência de PC Gusmão, jamais poderia se esperar início tão bisonho, com tantos problemas de relacionamento que se refletiram em campo através de um futebol (ou falta dele) vergonhoso para as tradições do clube.
Nosso principal jogador - Carlos Alberto - foi afastado e novos planos tiveram de ser realizados.
Felipe também quase abandona o barco que estava à deriva naquela altura.
6. 03/fev/2011 0x0 Volta Redonda (RJ) Campeonato Estadual
7. 06/fev/2011 3x0 Americano (Campos) (RJ) Campeonato Estadual
8. 12/fev/2011 9x0 América (RJ) Campeonato Estadual
9. 23/fev/2011 6x1 Comercial (MS) Copa do Brasil
Um princípio de reação - até que enfim! - passando por cima de adversários bem fracos. Mera obrigação.
10. 04/mar/2011 1x3 Macaé Esporte (RJ) Campeonato Estadual
11. 09/mar/2011 4x2 Duque de Caxias (RJ) Campeonato Estadual
12. 13/mar/2011 4x2 Madureira (RJ) Campeonato Estadual
13. 20/mar/2011 2x0 Botafogo (RJ) Campeonato Estadual
14. 27/mar/2011 0x0 Fluminense (RJ) Campeonato Estadual
15. 30/mar/2011 0x0 ABC (RN) Copa do Brasil
Um sistema defensivo que preocupava e um ataque que ainda não havia enfrentado grandes desafios.
Diego Souza era nosso novo camisa
16. 03/abr/2011 4x0 Bangu (RJ) Campeonato Estadual
17. 06/abr/2011 2x1 ABC (RN) Copa do Brasil
18. 09/abr/2011 2x1 Cabofriense (RJ) Campeonato Estadual
19. 13/abr/2011 3x0 Náutico (PE) Copa do Brasil
20. 17/abr/2011 2x2 Olaria (RJ) Campeonato Estadual
21. 23/abr/2011 1x0 Olaria (RJ) Campeonato Estadual
22. 27/abr/2011 0x0 Náutico (PE) Copa do Brasil
As boas atuações (mas contra adversários ainda fracos, muito embora a mídia não destacasse isso) diante de Bangu e Náutico, bem como a classificação para a disputa de uma final de turno, animaram o elenco.
Mas a dificuldade em bater o Olaria mostrava que o time ainda tinha uma longa percorrida para ganhar respeito como um time forte.
23. 01/mai/2011 0x0 Flamengo (RJ) Campeonato Estadual
24. 04/mai/2011 2x2 Atlético Paranaense (PR) Copa do Brasil
25. 12/mai/2011 1x1 Atlético Paranaense (PR) Copa do Brasil
26. 18/mai/2011 1x1 Avaí (SC) Copa do Brasil
27. 21/mai/2011 3x1 Ceará (CE) Campeonato Brasileiro
28. 25/mai/2011 2x0 Avaí (SC) Copa do Brasil
29. 29/mai/2011 3x0 América (MG) Campeonato Brasileiro
A decepção da perda da Taça Rio para o pior rival possível, que se tornou inclusive campeão estadual naquela data - e da forma como foi, nos pênaltis, em uma tarde/noite bastante infeliz - não desanimou o elenco.
Em menos de três dias, o time superou o insucesso e buscou o objetivo maior do semestre: a Copa do Brasil. Contra adversários medianos - mas todos de Primeira Divisão -, o Vasco não chegou a ser convincente, mas foi alcançando sua meta passo a passo.
Méritos para um grupo que se mostrava unido e maduro para a conquista (pelo menos) daquele troféu, contra um adversário de menor tradição - o Coritiba -, apesar de estar vivendo excelente momento.
Enquanto isso, no Brasileiro, o time reserva vinha dando conta o recado, apresentando algumas boas alternativas para o técnico Ricardo Gomes.
30. 01/jun/2011 1x0 Coritiba (PR) Copa do Brasil
31. 05/jun/2011 1x5 Coritiba (PR) Campeonato Brasileiro
32. 08/jun/2011 2x3 Coritiba (PR) Copa do Brasil
33. 11/jun/2011 1x1 Figueirense (SC) Campeonato Brasileiro
34. 19/jun/2011 1x1 Grêmio (RS) Campeonato Brasileiro
35. 26/jun/2011 1x0 Atlético (GO) Campeonato Brasileiro
36. 29/jun/2011 0x3 Cruzeiro (MG) Campeonato Brasileiro
A conquista da Copa do Brasil, obviamente, ganhou conotação maior do que meramente a representatividade daquele troféu
Mas não há como negar a dificuldade, e até mesmo o grande sofrimento, com que foi obtida aquela conquista.
Naquele mesmo mês, cai a invencibilidade do time e surgem os primeiros tropeços irrecuperáveis no Brasileiro.
A feia derrota para o Cruzeiro chamou atenção para vários de nossos defeitos: falta de pontaria, falta de concentração, impaciência, indisciplina...
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